sábado, 7 de fevereiro de 2009

NOITE DE AMOR!...NA PRESENÇA DO CRISTO-REDENTOR!...


1ª.Foto-Tirada na Ilha da Madeira
2ª.Foto-Tirada em Almada- Lisboa


Numa noite de luar,
vi uma Musa saltar
para o convés dum cacilheiro.
Quis ver o que se passava
e vi que a Musa beijava
com ardor um marinheir.


Ouvi gemer e dar ais,
o barco atracado ao cais,
vi balouçar de mansinho,
como se o mar e o rio quisessem
que a Musa ao marujo desse
Mais amor e mais carinho.

O Cristo-Rei, redentor,
vendo amar com tal fervor
não se opõe e abençõa,
mantem no rio e no mar marulho
e para não haver barulho,
impõe silêncio na Madeira e em Lisboa.

Milhões de estrelas, candentes,
deixam seus traços ardentes
e riscam o céu como fogo,
enquanto o par amoroso,
sobre as aguas em repouso,
faz do amor o seu jogo.

Assim, estes dois amantes,
Unidos e confiantes
lábios nos lábios colados,
fazem amor em segredo
mas não sentem qualquer medo
sabem que estão bem guardados.

Finalmente, rompe a aurora
e a Musa vai-se embora,
mas ninguém sabe p'ra onde,
o marinheiro lá anda
de uma para outra banda
pensando onde ela se esconde.

Poema & fotos

Fernanda Costa

Lisboa, 7 de Fevereiro de 2009
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

TODO O TEMPO É TEMPO!...


FOTOS TIRADAS A PARTIR DA ILHA DO FAIAL Á ILHA DO PICO-AÇORES-PORTUGAL



Todo o tempo é tempo, meu amor!
Qu' importa se passou a alvorada!...
O que importa é vivermos com sabor
E ainda termos alma apaixonada!

Conhecemos o mundo já de cor...
Na vida já sofremos derrocada!
Por isso, não devemos ter pavor
de sermos uma ilha povoada!

A vida, meu amor, é p'ra viver
Com a lua mesmo ténue a arrefecer
Como nosso refúgio deslumbrante!

As cinzas que estão mortas, estão quietas!
E nós, com a nossa alma de poetas
Vibramos com o luar apaixonante

Soneto e Fotos,

Fernanda Costa

Lisboa, 30 de Janeiro de 2009
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FOGACHOS DE LUME!...


Fotos do lugar dos Mosteiros-S.Miguel-Açores



O rescaldo do lume ainda me aquece
Deixando a mornidão de uma saudade!
Saudade que é uma sombra que arrefece
Com um sabor distante a mocidade!

Lá fora o silêncio amanhace
Desperto pela pouca claridade.
Começa por falar mas esmorece...
Sem chama já não há fogosidade.

O tempo vai passando e faz-se tarde.
A tocha da fogueira já não arde.
O silêncio já não fala, resfriado.

Evoco os tempos idos invernosos
e lembro uns olhos ternos desejosos...
com fogachos de lume incendiado!

Soneto & Fotos,

Fernanda Costa

Lisboa, 22 de janeiro de 2009
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sábado, 17 de janeiro de 2009

A MONTANHA E O MAR!...


Fotos da ilha do Faial!...


Ao pôr-do-sol,
no campo verde, perto do mar,
só eu e o meu barco...

Nada mais belo do que a paisagem colorida,
que alcança o meu parco olhar!
Atrás de mim um pinhal fondejante.
Ao longe uma casa esquecida
mum terreno verdejante.

À minha frente o areal afagado pela onda
que chorou ainda há pouco,
ao bater na rocha rude, hedionda.

De rosto voltado pata o sol, brilhando como louco,
levantei os olhos para o horizonte
e a onda caminhou para mim...

Ergeu a proa do barco, acariciou-me a fronte,
sorriu, esvaiu-se, regressando ao mar por fim.

O sol deixou no céu alaranjado
umas pinceladas de azul e branco,
que reflectiam a beleza de tanto mistério guardado...

A onda voltou tocando no flanco
do barco, que se quebrou.
Minha alma cantou um poema branco,
e meu ser fascinado bailou!

Poema & Fotos,

Fernanda Costa

Lisboa, 17 de Janeiro de 2009
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sábado, 10 de janeiro de 2009

O BOTÃO DO AMOR!...


Fotos da Ilha do Faial Açores.



Ela era uma malva,
púrpura, de rosto rosado...
Ele, um cravo, na alva,
branco, de coração matizado.


Encontravam-se todos os dias
ao pôr do sol,
no cimo da colina,
vestida de singela menina.
Ele era naquela brandura
que ele lhe oferecia
uma linda flor.
Mas não a colhia.
Oferecia-lhe o botão do amor!

Ela dava-lhe um beijo,
um pequenino beijo na face,
que lhe fazia corar o desejo
de a abraçar naquele verde-alface.

Ele, num nervoso pestanejar,
com o carinho seu, pedia-lhe:
- Deixa-me tocar...
as pétalas do teu cabelo!
Ela meia envergonhada,
com as maças do rosto
Tão vermelhas, parecendo maduras,
dizia-lhe:
- Podes tocar-lhes...
mas deixa-me acariciar
as folhas do teu veludo!


Poema & Fotos;

Fernanda Costa

Lisboa, 10 de Janeiro de 2009










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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

VÉU DE PROSPERIDADE!...



Fotos tiradas na Ilha do Faial



Em maré de rosas,
cada ser de si
olha para o espelho seu;
Não para a rua,
não para o céu,
não pela vaidade sua,
não pelo fulgor de ti,
ralé de gente caprichosa...

Olha para o espelho do sonho,
do sonho seu,
agarrado pelo véu,
véu de prosperidade,
que é sol de pouca verdade.
Aqui,
o ser meu,
o ser de si,
o ser do mundo,
do mundo seu,
não olha pela fresta,
arás dela escondido,
encolhido,
medroso
de povo desdenhoso,
da língua de prata,
que a boa vontade mata,
num estertor vitorioso.

Em maré de rosas, sente-se a estese
na beleza de si,
na beleza do outro,
na beleza do mundo!...

Poema & fotos,

Fernanda Costa

Lisboa, 2 de Janeiro de 2009




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